Experiência na dinâmica de Sintegração sobre Abertura

 A aula do Ateliê Integrado de Arquitetura e Urbanismo do dia 06/10 foi realizada de maneira remota, para que facilitasse a dinâmica de sintegração entre os alunos. Nessa dinâmica, passamos por 4 salas, com grupo de alunos diferentes, e, em cada sala teríamos um dos três papeis: debatedores, crítico ou observadores.

Na primeira sala que entrei, a função determinada para mim era a de debatedora, o assunto tratado era a relação das lógicas finalística (destino/religião/previsibilidade), causalística (doutrina do progresso /  desenvolvimentismo / positivismo / determinismo) e programática (abertura para o acaso, indeterminismo, incerteza) com as novas tecnologias e com as possibilidades de virtualização e potencialização. A discussão do grupo, que me fez ter uma reflexão, foi que as empresas de tecnologia visam, majoritariamente, o progresso, efetivando sua relação com a lógica causalística, criando produtos focados na questão econômica. A exemplo, tem-se a obsolescência programada, em que os produtos já são criados com um tempo útil de vida pré-determinado. Além disso, foi discutida a imprevisibilidade do uso das novas tecnologias, que, embora, inicialmente tiveram sido criadas com uma finalidade pré-determinada, seus usuários atribuíram novos significados e maneiras de uso dessas inovações.


Já na segunda sala, o meu papel era de observadora, fiquei escutando o debate dos meus colegas e as críticas realizadas, a ideia era discutir a possibilidade da magia pela experiência e não da mágica pelo truque (ou seja, pela ignorância dos processos), como recurso para promover a abertura ao outro, e algo que foi abordado foi uma obra de 2005, a qual não me recordo o nome, em que as pessoas, à medida que vão passando, interagem com uma imagem projetada e brincam com as suas sombras. Isso representa a experiência que uma obra pode gerar no espectador, e a magia buscada está na interação das pessoas com tal.

 Na terceira sala, o tema era: problematizar a proposta de obstáculo no contexto de abertura de possibilidades, e esse foi o que mais achei interessante, meu dever era fazer a crítica. Inicialmente, os debatedores falaram sobre a questão da construção dos espaços e das possibilidades de utilização destes, visando a criação de aberturas para o seu uso. Algo que achei pertinente apontar, foi a questão social, no que diz respeito à arquitetura hostil observada em alguns espaços públicos, bancos, por exemplo, com obstáculos para que sirva apenas como um local para sentar, sendo que pode ser muito utilizado para pessoas em situação de rua se deitarem. Ademais, foi pontuado o quanto a arquitetura é mutável ao longo do tempo.

Por fim, acredito que o tema da última sala foi o mais difícil, discutir o que é entendido como objeto/ quase-objeto/ não-objeto, entendemos, então, objeto como algo concreto, que o espectador olhe e diga o que é aquilo, já entrando na ideia do quase-objeto e do não objeto, são elementos que provocam uma reflexão maior em quem está vendo e uma experiência mais sensorial e abstrata, como a máscara de espelhos de Lygia Clark.

  
No geral, gostei da forma que a dinâmica abordou alguns textos lidos e temas falados em sala, além de ter aprendido com as perspectivas dos meus colegas. 

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